segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Móbile "caseiro"

Todo mundo sabe que os bebês adoram móbiles, eles são um dos primeiros brinquedos que chamam atenção das crianças e se formos olhar no mercado tem diversos tipos. Tem os que são apenas móbiles mesmo, com brinquedinhos pendurados, mas tem os mais sofisticados que tocam músicas e iluminam o quarto. O Theo não tinha um móbile comprado, quando ele era bebê eu mesma fiz um pra ele com bonequinhos de tecido - brinde do MacDonalds para quem comprasse o MacLanche Feliz. Eram os bichinhos da Turma do Ursinho Pooh, uns bonequinhos muito bonitinhos, então, tive a ideia de pendura-los num pedaço de cabide de madeira que tinha em casa e não é que fez o maior sucesso. Para onde eu levava o Theo o móbile tinha que ir junto. 

Olha esta foto que resgatei de como ficou o móbile:



E nesta aqui tá o Theo olhando pro móbile dele:


O mais legal é que eu mesma fiz. E não é o máximo quando fazemos coisas pros nossos filhos e eles gostam e dão aquele sorrisão?

O Pedro ganhou um móbile muito legal, destes que toca musiquinha e tem as luzinhas, mas quando fomos instalar nos vimos num grande problema, quem acompanha o Blog sabe o porquê, o Pedro não tem um berço tradicional e os móbiles são feitos para instalar nestes berços, ou seja, no bercinho que mandamos fazer para o Pedro não tinha como instalar. Como o Pedrinho esta crescendo e precisando de estímulos e o móbile é fantástico no quesito de estimular bebês, lá fui eu novamente catar dentro da minha cabecinha ideias para fazer um mobile bem legal pra ele. 

A uns dois anos atrás nós paramos de dar presentes de Natal comprados para nossos parentes e começamos a confecciona-los (isso será um assunto para um próximo post) e com isso aprendemos a fazer Tsuru que é um origami de pássaro - um dos mais famosos origamis do Japão. 
Foi então que quando lembrei disso achei que seria legal fazer um móbile de Tsurus coloridos para o Pedro.
Comprei papel gessado que é mais molinho e facilita na hora da dobradura. Já tinha umas miçangas que havia sobrado do presente de Natal, pedi uma ajudinha do meu pai para cortar uma garrafa de 5 litros de água mineral para fazer o suporte. Na parte da garrafa enrolei um tecido azul para não ficar transparente e chamar a atenção do Pedrinho também. E ficou pronto o móbile de Tsuru para o meu filhote. 





E aqui esta o Pedrinho começando a interagir com o móbile dele. Ele já observa cada detalhe.

As miçangas usei para dar mais peso no fio de nylon, não fez bem o efeito que eu queria, mas já ajudou, já que os pássaros são muito leves. 

Pra quem quiser aprender a fazer os famosos Tsurus tem vários sites com dicas na internet e mesmo no YouTube tem vídeos mostrando como fazer. Não é um dos origamis mais fáceis de fazer, mas depois de algumas tentativas dá pra fazer uns bem bonitos.

Por hoje é só. 

Beijão,
Ka.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O quarto dos meninos

Finalmente consegui arrumar a bagunça do quarto dos guris para tirar as fotos e postar aqui. Meu filho mais velho é um bagunceiro de marca maior, passo o tempo todo atrás dele juntando ou pedindo para ele juntar as bagunças que ficam pelo caminho. 

Mas vamos para o quarto. 
Minha ideia para o quarto deles surgiu depois de algumas pesquisas, uma das lojas que fui tirar inspiração foi na Tok Stok, pois sabia que lá teria alguns modelos de cama com bancada para estudos como eu queria para o Theo que já esta no colégio e precisa de espaço para fazer temas e atividades, além do que ele adora desenhar e pintar. Esta opção foi pensada pois o quarto deles não é muito grande e precisávamos otimizar o espaço disponível. Depois da inspiração fui eu medir o quarto deles e ver o que podia ser feito para aproveitar cada espaço levando em consideração o que eu precisava - duas camas de solteiro, bancada de estudos, armário para guardar materiais escolares e brinquedos e claro um guarda roupas maior para caber roupa de 2 garotos.
Desenhei alguns projetos até que cheguei no projeto final que passou pela aprovação do Theo e do meu marido. 
Fechamos então com uma empresa de marcenaria de Canela - na serra do Rio Grande do Sul. O guarda roupas acabei comprando na loja Abracadabra pela internet e recebemos antes mesmo do quarto estra pronto.

Antes o quarto do Theo estava assim:


E agora após a pintura e a chegada dos móveis ele esta assim: LINDO E MARAVILHOSO :-)






O guarda roupas que compramos pela internet é bem grande e espaçoso, coube as roupas dos dois meninos e cada um ficou com uma porta. Tem bastante divisórias, apesar de ser um guarda-roupas para bebês ele serviu muito bem para o meu garotão de 8 anos também.



Ai embaixo tem o cantinho do Pedro. Na verdade é só a cama para quando ele estiver maiorzinho e fiz também umas prateleiras para colocar uns bichinhos de pelúcia. Detalhe para as almofadas feitas pela minha sogra, como mostrei aqui.




E aqui o cantinho do Theozinho, bem como eu tinha imaginado: um armário pra guardar jogos, brinquedos e livros, uma bancada onde fica o computador dele e tem espaço pra ele fazer os temas e atividades que quiser com um gaveteiro para guardar materiais do colégio e o que mais couber e a cama "nas alturas" como ele fala.


A luminária para ajudar na iluminação já que a cama torna um pouco escuro este cantinho.


Como o Theo sempre lê antes de dormir ele ganhou do vô Luciano esta outra luminária que tem um prendedor e encaixou perfeitamente na cama dele.



O buraco no móvel entre o computador e a cama do Pedrinho foi ideia do meu marido pois se ficasse fechado como estava no primeiro projeto o Pedro ficaria "escondido" ali e assim também trouxe mais claridade para a bancada do Theo.

Ainda estou organizando armários, gavetas e etc, tem muita coisas pra jogar fora, outras pra passar adiante, então um longo trabalho pela frente.
Espero que tenham gostado.

Beijão,
Ka.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Vasos diferentes e criativos para flores

Depois de um mês sem postar - na correria de organizar minha vida, volto contente para compartilhar coisas novas. 

Meu bebê já esta com 2 meses e meio e desde que voltamos pra casa do hospital eu queria comentar sobre esse assunto: FLORES... É tão bom ter a casa repleta de flores, não é mesmo?

Pois então, quando cheguei em casa do hospital encontrei minha casa linda - toda florida! Essa foi a melhor sensação do mundo pra mim naquele momento, poder apresentar pro meu filho o novo lar dele todo florido. Fora que depois de todo o stress que eu estava passando desde o repouso - até a ansiedade de conhecer  ele - chegar em casa e ser recepcionada pelo filho mais velho e o maridão com uma casa arrumada, limpa e florida não tem preço.

Mas o assunto hoje é onde colocar as flores em casa pra não ficarem expostas naqueles vasos de plástico simples que compramos junto com elas nos supermercados ou mesmo nas floriculturas. E hoje em dia como precisamos otimizar espaços dentro de casa é quase impossível termos um espaço disponível para guardar vasos bonitos e de vários tamanhos. Então vai a dica... use e abuse das opções que você tiver em casa. Vale uma panela vela, um balde bonito, uma cesta, uma lata, um vidrinho... o negócio é usar a imaginação.

Então, olha as flores daqui de casa.

Este vasinho eu ganhei da minha tia Carmen, um vasinho tradicional com florzinhas feitas em tecido por ela mesmo. Não é lindo?

Flores lindas merecem um vaso que as valorize.



Mas na falta de um vaso lindo até que este balde de gelo quebrou bem o galho. Não fica lindo e original? 



E para estas flores rosinhas - que tal uma cestinha, vale cestinha de páscoa. É só aconchegar dois vasinhos na cesta e pronto. Temos um vaso bem rústico.


Procurar nos armários da cozinha também esta valendo e olha no que se tornou esta linda sopeira...



E para quando encontramos vasos bonitos na floricultura - vale usa-los também, nunca esquecendo que o básico e usual com flores em cima sempre ficam belos e dão vida a nossa casinha.


Bom, agora vou lá... 
Espero não demorar mais 30 dias para postar novamente.
Um beijinho, 
Ka.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Coisas práticas

Tinha esquecido como era cuidar de um bebezinho. Meu filhotinho já esta com 1 mês e meio e acredito que já passamos da fase de adaptação. Ele já dorme bastante a noite e durante o dia algumas vezes ainda fico um pouco perdida. Mas acredito que faça parte, já que tenho um filho de 8 anos e a rotina dele faz com que eu tenha uma "certa" rotina pela manhã, coisa um tanto impossível por causa do meu baixinho. 

Já mudei algumas regras aqui em casa e uma delas foi fazer um cardápio semanal, o que torna muito prática minha vida, primeiro porque já vou ao super com a lista de coisas que preciso realmente comprar (isso faz com que 1x na semana seja suficiente a ida ao supermercado), segundo porque tenho tentado fazer o almoço na noite anterior - e tenho conseguido - ou seja, independente de como forem as coisas pela manhã sempre ao meio dia terei já um prato pronto pro nosso almoço - do Theo e meu. 

Além do cardápio tem outras coisinhas práticas que tenho percebido que podem me ajudar muito. Uma é a organização das coisas em casa - como nunca fui um modelo em organização tenho 'apanhado' um pouco, mas tenho me esforçado muito mais para organizar as coisas de forma a facilitar a minha vida doméstica. Comecei arrumando os armários - e tinha tantas coisas pra fazer, percebi que tenho bastante espaço para guardar as coisas, mas hoje em dia tudo esta muito misturado, então cada dia tenho me esforçado pra arrumar pelo menos uma coisa da minha lista de "to dos". 

Sempre que eu conseguir vou colocar fotinhos das minhas organizações com dicas que ajudam uma pessoa desorganizada como eu a se organizar.

Beijinhos, 
Ka.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Escondidinho de Banana - feito pelo Theo

Hoje vim aqui para falar de uma receita muito gostosa e muito fácil de fazer, o Escondidinho de Banana que aprendemos no Anonymous Gourmet. Quando vimos a receita o Theo e eu logo já deliramos pois tem ingredientes que todos aqui em casa gostam: banana e doce de leite.
Por ser fácil de fazer quem fez aqui em casa foi o Theozinho. Então vamos pra parte gostosa - como preparar.

Os ingredientes:
  • 400g de doce de leite;
  • 1 xíc. (cafezinho) de leite;
  • 2 colheres (chá) de canela em pó;
  • 1 lata de creme de leite;
  • 1 ovo;
  • 4 bananas picadas;
  • 100g de queijo
  • 1 colher (sopa) de açúcar.
Como fazer:
Misture numa tijela o doce de leite, o leite, o creme de leite até ficar uma mistura homogênea. Depois acrescente o ovo (batidinho) e mexa e por último acrescente uma colher de canela em pó.
Para preparar coloque no fundo de uma travessa as bananas picadas e por cima delas o creme que deve cobrir todas as bananas. Pique o queijo e coloque por cima do creme e para finalizar o açúcar misturado com a canela que sobrou por cima. Depois basta levar ao forno por 30 minutos (ou menos - depende do forno) e esta pronto! 
Pode comer quente ou geladinho - ambos ficam deliciosos.






Bem rápido e simples que vale a pena colocar os baixinhos na cozinha pra fazer.

Beijinhos, 
Ka.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Cesárea x Parto Normal

Gostaria de dividir com vocês um pouco da minha experiência com os dois tipos de parto.

Meu primeiro filho nasceu com 40 semanas, depois de uma indução de quase 5 horas para que ele nascesse de parto normal, tivemos que partir para a cesárea. O trabalho de parto foi induzido, pois até chegarmos ao hospital no dia 11 de Junho de 2003 eu não havia sentido nenhuma contração.
Já o meu caçula nasceu de 36 semanas de parto normal depois de mais de um mês de repouso em casa e mais de 10 contrações diariamente.

PRÉ-PARTO:
Tanto para cesárea quanto para o normal eles podem acabar sendo iguais. Você pode ir ao hospital por estar entrando em trabalho de parto ou por que estourou a bolsa. Já para cesárea pode também não ter ocorrido nenhum destes passos e você agendar com o obstetra o dia do nascimento, desta forma será completamente indolor para a mãe.
O meu pré-parto para os dois tipos foi muito parecido, pois para os dois cheguei ao hospital e estouramos a bolsa lá.

Para a cesárea comecei a tomar um remédio na veia que ajudava as contrações que começaram a aparecer de 5 em 5 minutos fortíssimas, porém elas não estavam ajudando no aumento da dilatação do colo do útero.

Já para o normal assim que estouramos a bolsa eu comecei a sentir as contrações fortíssimas instantâneamente e estas já começaram a dilatar o colo do útero rapidamente.

Colocando na balança: Dores (contrações) iguais para as duas opções de parto. No caso da cesárea como induzimos senti mais dores ainda com as contrações (quase 5 horas de trabalho de parto). No caso do normal como as contrações estavam dilatando o colo do útero rapidamente entre estourar a bolsa e o nascimento do meu filho se passaram 1 hora e 50 minutos.

NASCIMENTO:
Depois que resolvemos pela cesárea foi muito rápido, cerca de 15 minutos já estava na sala de parto e mais uns 15 minutos meu filho estava nascendo. Fiquei com os braços presos, tomando soro durante todo o procedimento. Tinha um pano que não me deixava enxergar os procedimentos médicos. Não precisei fazer absolutamente nada, só esperar para ver o rostinho do meu bebê. Pra mim a parte mais engraçada foi quando o pediatra começou a empurrar a minha barriga para baixo para ajudar no nascimento.

O normal eu passei envolvida o tempo todo. Na verdade me senti parte do nascimento do meu filho. Eu ajudei! A médica pedia pra eu fazer força e eu achava que não conseguiria fazer a força que ela estava pedindo, porque pra mim o automático de quando eu sentia contrações era me contrair e não fazer força. A sala de parto era diferente eu conseguia enxergar a médica fazendo os procedimentos necessários. As pernas ficam pra cima assim como uma cama ginecológica e os braços soltos para você impulsionar na hora de fazer a força para o bebê nascer. A sensação do meu filho saindo não tem explicação, porque numa força que você faz ele sai de dentro e a partir deste momento parece que tu não sente mais nada. Eu só queria pegar ele, relaxar, ver o rostinho, olhar o rosto do meu marido. A sensação foi como se todo mundo que estava ali na sala tivesse sumido e só ficou a minha família unida.

Colocando na balança: A cesárea pode ser mais tranquila, já que não é necessário nenhum tipo de atitude nossa. O normal é muito mais envolvente para a família.

PÓS-PARTO:
No parto normal - Saindo da sala de parto fui encaminhada a uma “salinha” de recuperação. Ali já ganhei um copo d’água (a sede era muita) e em instantes já recebi o café da manhã (estava louca de fome). Já tiraram o soro que eu estive recebendo e em 6 horas já estava levantando da cama para tomar banho. Durante os dois dias que passei no hospital eu tomei “tilex” e “paracetamol” para dor e passava “xylocaina” frequentemente no local onde levei os pontos. Não precisei chamar a enfermeira nenhuma vez para me ajudar com o meu filho, porque eu conseguia levantar da cama sozinha e o melhor sentindo apenas uma dorzinha leve nos pontos. Os pontos caíram em uma semana após o nascimento do meu filho.

A cesárea por se tratar de uma cirurgia os procedimentos do “pós” são mais rigorosos. Quando você sai da sala de cirurgia deve ficar em torno de 12 horas sem levantar e sem comer absolutamente nada, nem água da pra tomar. O que muitas vezes acaba sendo uma tortura. Não lembro direito, mas acredito que você continua recebendo soro por um tempo. Além de estar com a sonda conectada a você para o caso de precisar ir ao banheiro e não poder se levantar.  Os pontos doem um pouco mais, mesmo com os remédios, porque estão numa região onde a maioria dos movimentos involuntários que fazemos a contrai. Uma simples risada pode ser bem dolorida. Pra mim um ponto bem ruim da recuperação da cesárea é que movimentos simples acabam precisando da ajuda de outras pessoas.  Quando meu primeiro filho nasceu eu quase não conseguia fazer nada para cuidar dele no hospital e nem mesmo quando voltei pra casa, contei com a ajuda da minha mãe e da minha irmã. Os pontos da cesárea também demoram mais tempo para serem tirados – de 15 a 20 dias após o nascimento. Neste tempo devem ser feitos curativos. Bom, lembro que depois de remover os pontos toda a incomodação passou.

Colocando na balança: Os dois pós parto são doloridos, cada um do seu jeito. No parto normal a recuperação é mais rápida, ainda mais pensando que teremos que cuidar de um bebê depois, o normal ganha todos os pontos.

Estas são as minhas experiências com a cesárea e o normal. Cada pessoa sente diferente cada dor, cada sentimento do nascimento do seu filho. Mas se eu pudesse aconselhar qualquer gestante, com certeza o parto normal pra mim continua sendo a primeira opção.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Minha experiência com parto normal – Meu filho nasceu!

Quando descobri que estava grávida do meu segundo filho já pensei que faria cesárea, na verdade até cheguei a comentar com meu marido que se desta vez o parto fosse mais fácil pensaria na possibilidade de um parto normal. Mas sempre que lembrava o que passei com o meu primeiro filho (optei por induzir o parto já que não tinha contrações, nem dilatação e fiquei 5 horas sentindo todas as dores do parto para no fim fazermos cesárea pois meu filho começou a se enroscar no cordão umbilical), na hora já repensava a ideia de um parto normal.

Meu primeiro filho nasceu de 40 semanas, nesta minha segunda gravidez comecei a ter dilatação na 29ª semana e o Pedro já estava bem encaixado pronto pra nascer, o resultado disso foi parar com tudo que fazia e ficar de “molho” em casa, deitadinha na cama sem nenhum tipo de esforço físico para parar a dilatação e segurar o Pedro por mais algumas semanas dentro da minha barriga. Eu sempre conversava com o Pedro dizendo que ele deveria esperar mais um pouco para nascer, já que era muito cedo ainda para ele vir ao mundo e se viesse com certeza ficaria no hospital por um tempo (esta opção me dava arrepios).

De cara já tomei uma injeção para amadurecer o pulmão do Pedro. Fiquei mais de um mês de repouso fazendo acompanhamento médico todas as semanas para verificar a dilatação e tomando um remédio para inibir as contrações – já que eu tinha muitas contrações e segundo minha médica as minhas contrações eram muito eficientes.

Neste período em casa minhas contrações continuavam (menos intensas por causa do remédio) e minha dilatação foi aumentando nos mínimos esforços que eu fazia – tomar banho, ir ao banheiro, pegar um copo de água. e outras coisas leves.

No dia que completava 36 semanas de gestação – durante a madrugada comecei a sentir umas dores na barriga e fomos pra emergência do hospital. Chegando lá a médica do plantão me examinou e verificou que eu estava com 5 cm de dilatação e o Pedro continuava bem encaixado para sair. Ela falou comigo sobre fazermos o parto já neste dia e também perguntou se eu faria parto normal, ela disse que seria um parto fácil pela minha dilatação e porque ele estava bem encaixado para nascer.

Quando minha médica chegou – 30 minutos depois – eu já estava com 6 cm de dilatação e ela perguntou se faríamos o parto normal. Na hora eu lembrei do que passei com o nascimento do Theo, e ela me disse: “Karina, vai ser bem rápido. Acho que podemos tentar, se tu estiver sentindo muita dor, me fala e fazemos a cesárea”. Bom, quem ta na chuva é pra se molhar, certo? A médica estourou minha bolsa e então começaram as contrações fortíssimas, eu chorava muito, mais por medo e nervosismo porque estava sozinha na sala do pré-parto. Como foi tudo muito rápido meu marido foi fazer a internação no hospital quando ele apareceu eu já estava com 8 cm de dilatação e ele foi se arrumar para acompanhar o parto. Quase que ele não assiste de tão rápido que foi. Quando chegamos na sala de parto em menos de 15 minutos o Pedro já estava chorando nos meus braços. O Pedro e meu marido que passou o parto do meu lado chorando.

Foi realmente muito emocionante. Foi rápido, uma sensação inexplicável, mas com certeza absoluta um momento único nas nossas vidas. Bem diferente da cesárea onde é tudo feito pelos médicos o parto normal tem a participação da mãe, do pai e do bebê, o que o torna mais harmônico porque é a força da família unida desde o começo de uma nova vida.



"Trazer um filho ao mundo como um ato de amor e planejamento representa tirar o pé do acelerador. Significa renunciar a uma condição 
narcísica. É considerar dar à criança, em vez do último lançamento de videogame, aquilo que efetivamente importa: o seu tempo."
Viviane Sapiro

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